NEW ALBUM

BLUE VOYAGE – NEW ALBUM – DECEMBER 2018

AVAILABLE IN CD & STREAMING PLATAFORMS 

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RAUL DE SOUZA – TROMBONE / SAXOFONE
LEO MONTANA  – PIANO
ALEX CORREA  – PIANO
GLAUCO SOLTER – ELETRIC  BASS
MAURO MARTINS  – DRUMS

 

RAUL DE SOUZA: SEMPRE A MIL

« Lépido e fagueiro, aos 84 anos completados em 2018, ele tem corrido o mundo nos últimos anos numa turnê que o levou de Pondicherry, na Índia, à Ilha do Mel, na baía de Paranaguá; de Amsterdã e Viena a Salvador e Belém do Pará. Este novo CD foi gravado na Maison des Artistes em Chamonix, França, citada na faixa Bolero à Chamonix. Conheci Raul de Souza há 60 anos na noite curitibana. Eu trabalhava na redação da Gazeta do Povo, ele tocava um velho trombone de pisto nas boates da cidade, envergando a farda azul da aeronáutica, na banda da Base do Bacacheri. O instrumento não era obstáculo: soava como um Besson de luxo, num jazz de primeira, embora o jovem Raul estivesse a milhares de quilômetros de distância do eixo principal da música improvisada. Viajamos então, cada um para o seu lado. Raul partiu em excursão pela Europa com Sérgio Mendes, passou uns tempos em Paris, três anos no México, depois Los Angeles, excursionando com Flora Purim e Airto Moreira, o amigo que cantava boleros nos inferninhos de Curitiba e, no final dos anos 60, se tornou o grande percussionista da fase fusion de Miles Davis. Nos EUA, Raul tocou com Deus e todo mundo (“Deus”, no caso, seria o saxofonista Sonny Rollins, que ele homenageia aqui na faixa To my brother Sonny, a única em que toca sax). Este CD mostra Raul como um dos maiores jazzistas em atividade hoje. Além de dominar esta música de origem afro-americana, ele contribui com uma voz própria e original, que tem tudo a ver com a cultura brasileira. St. Martin vem em compasso de valsa; Primavera em Paris lembra uma modinha nostálgica. Mas a predominância rítmica neste álbum são aquelas variantes do samba – sambop, sambossa e a marca registrada do Raul, que batizei de jazzfieira. Um som exuberante e caloroso, com um belo contraste entre o trombone aveludado e redondo de Raul e o piano anguloso, cheio de arestas, de Leo Montana, os principais solistas (destaco também uma bela passagem do baixo de Glauco Sölter em Chegada).

Ainda: todas as faixas foram compostas e arranjadas pelo Raul. Mais uma vez – em seus 64 anos de carreira – Raul de Souza deu o seu recado. E podem aguardar: tem mais a caminho. »

Por ROBERTO MUGGIATI – Jornalista, Escritor

JOBIM’S TRIBUTE BY RAUL DE SOUZA – RELEASED on June 29, 2018 

RS JOBIM'S TRIBUTE WORDPRESS

RAUL DE SOUZA – TROMBONE
HAMLETO STAMATO  – PIANO
GLAUCO SOLTER – ACOUSTIC BASS
ERIVELTON SILVA  – DRUMS

Digital Platforms –  Kkbox – Napster – Qobuz – Anghami – Youtube (Europe) – Spotify 

 

BRAZILIAN SAMBA JAZZ RELEASED BY RUE STENDHAL – February 26, 2016 

Raul de Souza

RAUL DE SOUZA – TROMBONE
LEO MONTANA & JULIEN LALLIER – PIANO
GLAUCO SOLTER – BASS
MARIO CONDE – GUITAR
MAURO MARTINS & ZAZA DESIDERIO – DRUMS

« He learnt his craft playing alongside Sergio Mendes, Baden Powell, Hermeto Pascoal & João Donato. Long before the planet was swept up by the Bossa Nova wave. He has played with Tom Jobim, Kenny Clarke, Sonny Rollins, Wayne Shorter, Freddie Hubbard and, just recently, Ron Carter. This is immediately evident from the very first notes of his latest album Brazilian Samba Jazz. Raul de Souza fusions these two musical strands without forcing the issue. The Brazilian trombonist has nothing left to prove at this stage in his career. His first album as band leader dates back to 1965 and Sweet Lucy, which came out in 1977, assured his reputation. What is there left to say of his playing of an instrument which is certainly not one of the easiest to play, the numerous awards that he has won, crowned by the renown Berklee College which uses one of his records Colors (1975) as teaching material. The pursuit of excellence has even led him to create his own instrument, the Souzabone. Demanding both of himself and of others, the musician, who has close ties with France, is not ready to pause for breath, even at the age of 80! With Brazilian Samba Jazz, Raul de Souza has created his first disc made up entirely of his own compositions. A challenge which he has met with the help of a new generation of Brazilian musicians, yet one more proof of his culture of sharing. The samba has rarely found a better ambassador than Raul de Souza, a trombonist whose playing combines both a physical attack and a soft mellow sound. Here is a lesson of festive, nostalgic music, highly recommended for everyone who likes what is genuine, not just aficionados of jazz and samba ! »

Translation of Jean-Louis Lemarchand’s review  (Jazz Academy, France)


« Il a fait ses classes avec Baden Powell, Hermeto Pascoal, Sergio Mendes, João Donato. C’était bien avant la vague planétaire de la bossa nova. Il a côtoyé Tom Jobim, Kenny Clarke, Sonny Rollins, Wayne Shorter, Freddie Hubbard et, tout récemment Ron Carter. Et cela s’entend dès les premières notes de son dernier album, Brazilian Samba Jazz. Raul de Souza réalise cette synthèse entre ces deux courants musicaux sans jamais forcer son talent. Le tromboniste brésilien n’a plus à rien à prouver à ce stade de sa carrière. Son premier album en tant que leader date de 1965 et Sweet Lucy, sorti en 1977, assura sa renommée. Et que dire de sa maîtrise de l’instrument- assurément pas l’un des plus faciles à pratiquer, maintes fois récompensée par des prix et consacrée par le redoutable Berklee College qui utilise l’un de ses disques, Colors (1975), comme matériel didactique. Une quête de l’excellence qui l’a même incité à créer son propre modèle de trombone, le Souzabone. Exigeant avec lui-même comme avec les autres, le carioca qui voue une affection certaine pour la France, n’est pas artiste à prendre le temps de souffler même à 80 printemps. Avec Brazilian Samba Jazz, Raul de Souza signe son premier album constitué uniquement de ses compositions. Un défi qu’il relève avec la nouvelle génération de musiciens brésiliens, un témoignage supplémentaire de sa culture du partage. La samba a rarement trouvé meilleur ambassadeur que Raul de Souza, tromboniste au jeu volubile et musclé et à la sonorité feutrée, chaleureuse et intime. Voici une leçon de musique festive et nostalgique hautement recommandée à tout honnête homme, et pas seulement aux mélomanes amateurs de jazz et de samba ! »

Jean-Louis Lemarchand (Académie du Jazz)


« Ele já partilhou seu talento com Baden Powell, Hermeto Pascoal, Sérgio Mendes e João Donato. Isto foi um pouco antes da onda mundial que se chamou « bossa nova ». Também atuou ao lado de Tom Jobim, Kenny Clarke, Freddie Hubbard, Wayne Shorter e mais recentemente Ron Carter, Richard Bona entre tantos outros nomes… E agora escutamos as primeiras notas de seu recém-lançado CD Brazilian Samba Jazz. Raul de Souza executa a síntese destas duas correntes musicais sem nenhum esforço. Este trombonista brasileiro não precisa provar mais nada pra ninguém, a esta altura de sua carreira musical. Seu primeiro álbum como líder data de 1965 e Sweet Lucy, lançado em 1977, assegurou sua notoriedade em todo o planeta. Pode-se dizer que a maestria em seu instrumento (certamente não é dos mais fáceis a se praticar), foi reconhecido por inúmeros prêmios e consagrado pela renomada Berklee College que utiliza um de seus trabalhos (Colors – 1975) como material didático . Uma sagacidade que o levou a criar seu próprio modelo de trombone – o Souzabone. Exigente consigo mesmo, assim como com os outros, o carioca que cultivou certa afeição à França, dividindo seu tempo entre estes dois lugares, é um artista que se dedica incessantemente a soprar variados instrumentos, mesmo após 81 primaveras. Com Brazilian Samba Jazz , Raul de Souza assina seu primeiro álbum constituído apenas de composições próprias, inéditas em sua maioria. Um desafio a que ele se propõe, juntamente com a nova geração de músicos brasileiros, um testemunho complementar de sua filosofia de generosidade. O samba raramente encontrará um melhor embaixador do que Raul de Souza, trombonista de ginga e sonoridade suave, calorosa e íntima. Aí está uma lição de música festiva e nostálgica, altamente recomendada a todas pessoas de bom coração, não somente aos amantes do jazz e do samba. »

Jean-Louis Lemarchand (Academia de Jazz, França)


« Er hat sein Talent mit Baden Powell, Hermeto Pascoal, Sergio Mendes und João Donato geteilt. Das war kurz vor der globalen Welle, die « Bossa Nova » genannt wird. Auch spielte neben Tom Jobim, Kenny Clarke, Freddie Hubbard, Wayne Shorter und vor kurzem mit Ron Carter, Richard Bona unter vielen anderen Namen … Und jetzt die ersten Töne seiner kürzlich erschienenen CD brasilianischen Samba Jazz hören. Raul de Souza führt die Synthese dieser beiden musikalischen Strömungen ohne jede Anstrengung. Das brasilianische Posaunist müssen niemandem etwas beweisen, an dieser Stelle in seiner musikalischen Laufbahn. Sein erstes Album als Leader stammt aus dem Jahr 1965 und « Sweet Lucy » (1977), sicherte sich seinen Ruf auf der ganzen Welt. Es kann gesagt werden, dass die Beherrschung seines Instruments (sicherlich nicht die einfachste ist die Praxis), hat sich durch zahlreiche Auszeichnungen und geweiht von der renommierten Berklee College anerkannt eines seiner Werke mit (Colors- 1975) als Lehrmaterial. Ein Witz, der ihn dazu brachte, seine eigenen Posaune Modell zu schaffen – die Souzabone. Anspruchsvolle von sich selbst als auch andere, ein Carioca, der eine gewisse Bindung an Frankreich kultiviert, seine Zeit zwischen diesen beiden Orten teilt Er ist ein Künstler, der ständig gewidmet verschiedene Instrumente zu blasen, auch nach 81 Frühlingen. Mit « Brazilian Samba Jazz » , unterzeichnet Raul de Souza sein erstes Album nur aus seinen eigenen Kompositionen, unveröffentlicht meistens. Eine Herausforderung, die er zusammen mit der neuen Generation von brasilianischen Musikern, ein zusätzliches Zeugnis für seine Philosophie der Großzügigkeit schlägt. Samba selten einen besseren Botschafter als Raul de Souza, ein Posaunist mit Swing und weichen, warm und intim Klang finden. Es ist eine Lektion in eine festliche und nostalgische Musik, hoch an alle gutherzigen Menschen empfohlen, nicht nur für Jazz und Samba liebhaber. »

                                                                            Jean-Louis Lemarchand (Jazz Academy, Frankreich)